Crise no turismo – COVID-19 – luzes ao final do túnel

A crise do turismo tem afetado milhões de pessoas em todo o mundo. Já temos bons exemplos da reabertura do turismo na Europa. Hora de considerar e aprender com quem já superior a crise do COVID-19 no turismo.

Antes que o Brasil e os Estados Unidos se tornassem o epicentro da doença, os olhos do mundo estavam voltados à Europa. Com as medidas isolamento e até fechamento completo dos países, a principal crise ficou para trás no continente europeu.

A área de eventos segue muito afetada. Ontem, no dia 22/06, 8900 locais de evento na Alemanha e em países vizinhos foram iluminados de vermelho para chamar a atenção para a gravidade da crise no setor. Entretanto, tentativas já estão sendo feitas para retomar gradualmente.

A partir do dia 19/06, após 3 meses fechado, a impressionante Semperoper em Dresden reabriu com um concerto das estrelas da música clássica Anna Netrebko e Yusif Eyvazov. O local comporta 1300 pessoas e somente 300 ingressos foram vendidos. Se esgotaram em 15 minutos! Tal é a demanda reprimida por evento no momento.

Retomada também nas hospedagens

Ainda na Alemanha, o site Airbnb teve um aumento de 60% nas reservas comparando com 2019. A demanda é para locais próximos, entre 80 e 320 km do local de residência do turista. Mais uma prova da força do turismo regional na retomada.

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A icônica catedral de Palma de Mallorca.

Viagens de média distância, como da Alemanha para a Espanha  também começam a ser testadas. Um dos maiores destinos na Europa para turistas alemães é a ilha de Mallorca. O governo das Ilhas Baleares decidiu permitir a entrada de 12.000 turistas alemães a partir de 15/06. A Alemanha foi escolhida por estar no mesmo nível de combate ao COVID-19 como as Ilhas Baleares. Assim, os riscos de contágio são similares.

A crise no turismo também tem motivado formas para regular a visitação em praias alemãs de maneira criativa. O município de Scharbeutz desenvolveu um aplicativo no qual visitantes e turistas agendam seu lugar na praia em determinada data. Se houver disponibilidade, sua solicitação é confirmada e o acesso é exclusivo para quem tiver este agendamento prévio.

Obrigatoriedade de reservas

Já os teleféricos que dão acesso ao ponto mais alto da Alemanha – o Zugspitze – foram reabertos com 35% de sua capacidade. Também na mesma região, a reserva antecipada de hotéis e pousadas é obrigatória.

Para os parques de diversão o movimento também é crescente! O Europapark vendeu 2,5 milhões de ingressos em poucas semanas. Somente 50% dos assentos das atrações serão utilizados. A demanda potencial é incrível! No ano de 2019, o parque recebeu 5,7 milhões de visitantes.

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O Europapark é um dos principais do continente.

Quanto à restaurantes, as regras variam em cada estado na Alemanha. Além do distanciamento das mesas, alguns só permitem mesas ao ar livre, outros solicitam os dados dos clientes para avisar caso haja algum surto de coronavírus no local (excelente também para o cadastro de clientes para ações futuras!) e há  também estados que não permitem que pessoas de mais de dois domicílios diferentes sentem-se juntas.

Exemplos claros de uma retomada gradual das viagens com cuidados que seriam possíveis aqui também: número reduzido de lugares nas atrações, obrigatoriedade de reservas prévias e abertura dos acessos somente para locais onde o vírus já esteja sob controle.

Basta a nós também retomarmos as atividades com cuidado para garantir a sobrevivência do setor, paralisado desde a metade de março.

Bibiana Antoniacomi, empresária do turismo, turismóloga, especialista em gestão de empresas, mentora de marketing e mãe.

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